{"id":3372,"date":"2025-07-21T08:33:44","date_gmt":"2025-07-21T11:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomercioata.com.br\/?p=3372"},"modified":"2025-07-21T08:33:44","modified_gmt":"2025-07-21T11:33:44","slug":"aumento-do-iof-e-prejudicial-a-economia-pois-acarretara-alta-de-precos-e-menos-investimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomercioata.com.br\/index.php\/2025\/07\/21\/aumento-do-iof-e-prejudicial-a-economia-pois-acarretara-alta-de-precos-e-menos-investimentos\/","title":{"rendered":"Aumento do IOF \u00e9 prejudicial \u00e0 economia, pois acarretar\u00e1 alta de pre\u00e7os e menos investimentos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Setores do Com\u00e9rcio, dos Servi\u00e7os e do Turismo ser\u00e3o especialmente atingidos por decis\u00e3o do STF, que restabeleceu alta do imposto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>O aumento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) impactar\u00e1 negativamente os setores do com\u00e9rcio, dos Servi\u00e7os e do Turismo, ao provocar retra\u00e7\u00e3o nos investimentos e encarecimento de produtos e atividades. A majora\u00e7\u00e3o publicada pelo governo federal, em junho, e validada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na \u00faltima quarta-feira (16), acarretar\u00e1 preju\u00edzos significativos para consumidores e empresas \u2014 principalmente as de pequeno porte, optantes pelo Simples Nacional, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs).<br>&nbsp;<br>A&nbsp;<strong>Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP)<\/strong>&nbsp;vem alertando para os efeitos danosos da medida, al\u00e9m de destacar a sua inconstitucionalidade. O IOF n\u00e3o \u00e9 um instrumento de arrecada\u00e7\u00e3o e n\u00e3o deveria ser utilizado com o objetivo de aumentar as receitas p\u00fablicas. O uso do imposto para esse fim extrapola os limites conferidos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, ao desrespeitar a sua fun\u00e7\u00e3o extrafiscal, a qual precisa ser exercida exclusivamente para fins regulat\u00f3rios. De acordo com a Federa\u00e7\u00e3o, se a inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 arrecadat\u00f3ria, a medida deveria ser institu\u00edda por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional.<br>&nbsp;<br>Segundo a Entidade, o Pa\u00eds deveria concentrar esfor\u00e7os na redu\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e na promo\u00e7\u00e3o de reformas estruturais do Estado \u2014 a\u00e7\u00f5es capazes de contribuir para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sem penalizar ainda mais o contribuinte. A decis\u00e3o do STF, contudo, reconheceu que o Executivo tem prerrogativa constitucional para modificar al\u00edquotas por decreto e, por isso, considerou v\u00e1lido o aumento aplicado a opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, c\u00e2mbio e investimentos, inclusive para empresas do Simples.<br>&nbsp;<br>Com a decis\u00e3o do Supremo de restabelecer as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelo governo federal nos decretos 12.466, 12.467 e 12.499, os efeitos passam a ser retroativos a 11 de junho, o que gera inseguran\u00e7a normativa para institui\u00e7\u00f5es financeiras e contribuintes. Vale destacar que, desde a suspens\u00e3o do Decreto 12.499\/2025, centenas de opera\u00e7\u00f5es foram realizadas com base na al\u00edquota anterior. Como o IOF \u00e9 um tributo recolhido por terceiros no momento da opera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel exigir o seu pagamento retroativo, j\u00e1 que os agentes financeiros cumpriram integralmente a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca das transa\u00e7\u00f5es. Dessa forma, qualquer tentativa de cobran\u00e7a posterior de valores n\u00e3o recolhidos \u2014 ou recolhidos a menor \u2014 se mostra incab\u00edvel. Embora a Receita Federal tenha emitido nota de esclarecimento informando que os respons\u00e1veis tribut\u00e1rios n\u00e3o ser\u00e3o obrigados a efetuar o recolhimento retroativo, a decis\u00e3o do STF ainda gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<br>&nbsp;<br>Ainda que o Supremo tenha mantido a n\u00e3o incid\u00eancia do IOF nas opera\u00e7\u00f5es de &#8220;risco sacado&#8221; \u2014 entendendo que essa modalidade n\u00e3o configura opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e, portanto, n\u00e3o pode ser tributada sem previs\u00e3o legal \u2014, haver\u00e1 aumento imediato da carga tribut\u00e1ria para consumidores e empresas. Compras internacionais, investimentos em previd\u00eancia privada (VGBL) e servi\u00e7os contratados em moeda estrangeira ficar\u00e3o mais caros. J\u00e1 pequenas empresas ser\u00e3o oneradas, com eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota para 1,95% ao ano (a.a.) na aquisi\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, dificultando o acesso a financiamento, reduzindo margens e pressionando o repasse de custos. Nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito envolvendo optantes do Simples (inclusive MEIs) com valor igual ou inferior a R$ 30 mil, a al\u00edquota di\u00e1ria passar\u00e1 de 0,00137% para 0,00274%.<br>&nbsp;<br>Al\u00e9m disso, aportes em VGBL ser\u00e3o tributados em 5% no caso dos investidores que aplicam acima de R$ 50 mil, o que deve desestimular esse tipo de investimento e impactar os fundos utilizados por empresas em projetos de longo prazo. Pagamentos em d\u00f3lares, como fretes e seguros de importa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m ficar\u00e3o mais caros, refletindo diretamente no pre\u00e7o dos produtos. Ainda, servi\u00e7os prestados por empresas estrangeiras, como as de armazenamento em nuvem e hospedagem de dados, tamb\u00e9m sofrer\u00e3o reajustes.<br>&nbsp;<br><strong>Turismo: decis\u00e3o afetar\u00e1 turistas brasileiros<\/strong><br>Nas atividades do Turismo, o aumento do IOF tamb\u00e9m trar\u00e1 preju\u00edzos. O Conselho de Turismo da FecomercioSP avalia que a medida ter\u00e1 efeitos negativos tanto para as empresas quanto para os consumidores. A nova al\u00edquota unificada de 3,5% incidir\u00e1 sobre opera\u00e7\u00f5es como compra de moeda estrangeira em esp\u00e9cie e transa\u00e7\u00f5es com cart\u00f5es de cr\u00e9dito, d\u00e9bito e pr\u00e9-pagos internacionais, al\u00e9m de remessas de valores ao exterior para contas de terceiros.<br>&nbsp;<br>A compra de moeda estrangeira, que antes era tributada \u00e0 al\u00edquota de 1,1%, passar\u00e1 a ser taxada em mais do que o triplo. Considerando, por exemplo, uma compra de US$ 1 mil com cota\u00e7\u00e3o de R$ 5,60, o valor do IOF saltar\u00e1 de pouco mais de R$ 60 para quase R$ 200 \u2014 o que certamente influenciar\u00e1 a decis\u00e3o do consumidor de viajar. Outra poss\u00edvel consequ\u00eancia \u00e9 o aumento da procura por alternativas no mercado paralelo, com o objetivo de evitar o tributo, o que eleva os riscos dessas opera\u00e7\u00f5es, inclusive o recebimento de c\u00e9dulas falsas. A aquisi\u00e7\u00e3o de moeda em esp\u00e9cie vinha sendo uma estrat\u00e9gia utilizada por turistas brasileiros para escapar da al\u00edquota mais elevada dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito internacionais (3,38%), al\u00e9m de evitar a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es cambiais at\u00e9 o vencimento da fatura.<br>&nbsp;<br>Nas ag\u00eancias e operadoras de turismo que realizam remessas internacionais, tamb\u00e9m dever\u00e3o ocorrer reflexos diretos no custo final ao consumidor. Al\u00e9m disso, a inseguran\u00e7a em torno da retroatividade da decis\u00e3o do ministro dificulta o planejamento do setor, gerando d\u00favidas quanto aos procedimentos de recolhimento do imposto desde a publica\u00e7\u00e3o do decreto.<br>&nbsp;<br>Novas al\u00edquotas do IOF nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e c\u00e2mbio. Confira, a seguir, como fica o imposto para as opera\u00e7\u00f5es.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Empr\u00e9stimo (inclusive abertura de cr\u00e9dito)<\/strong>&nbsp;\u2014 pessoa jur\u00eddica: de 0,0041% para 0,0082% ao dia.<\/li><li><strong>Desconto (inclusive de factoring)<\/strong>&nbsp;\u2014 pessoa jur\u00eddica: de 0,0041% para 0,0082% ao dia.<\/li><li><strong>Adiantamento a depositante<\/strong>&nbsp;\u2014 pessoa jur\u00eddica: de 0,0041% para 0,0082% ao dia.<\/li><li><strong>Excessos de limite<\/strong>&nbsp;\u2014 pessoa jur\u00eddica: de 0,0041% para 0,0082% ao dia.<\/li><li><strong>C\u00e2mbio (aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, saques no exterior, cheques de viagem e cart\u00e3o internacional pr\u00e9-pago):<\/strong>&nbsp;de 6,38% para 3,5%.<\/li><li><strong>C\u00e2mbio (empr\u00e9stimo externo):<\/strong>&nbsp;de 6% para 3,5%.<\/li><li><strong>C\u00e2mbio (moeda estrangeira em esp\u00e9cie):<\/strong>&nbsp;de 1,1% para 3,5%.<\/li><li><strong>C\u00e2mbio (transfer\u00eancia de recursos ao exterior):<\/strong>&nbsp;de 1,1% para 3,5%, exceto quando tiver a finalidade de investimento, que permanece em 1,1%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br><strong>Sobre a FecomercioSP<\/strong><br>Re\u00fane l\u00edderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratiza\u00e7\u00e3o e pela moderniza\u00e7\u00e3o, desenvolve solu\u00e7\u00f5es, elabora pesquisas e disponibiliza conte\u00fado pr\u00e1tico sobre as quest\u00f5es que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milh\u00e3o de empres\u00e1rios, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milh\u00f5es de empregos.<br>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setores do Com\u00e9rcio, dos Servi\u00e7os e do Turismo ser\u00e3o especialmente atingidos por decis\u00e3o do STF, que restabeleceu alta do imposto &nbsp;O aumento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) impactar\u00e1 negativamente os setores do com\u00e9rcio, dos Servi\u00e7os e do Turismo, ao provocar retra\u00e7\u00e3o nos investimentos e encarecimento de produtos e atividades. 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